E se nascer antes do tempo?
- Lorena Oppelt
- 6 de abr.
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Neonatologia e fisioterapia respiratória
Desenvolvimento pulmonar inicia no período embrionário, regulado por interações entre epitélio das VAs e mesênquima circundante
Exposição a VM, O2 e infecções intra-útero e pós natais interagem e prejudicam desenvolvimento do pulmão imaturo e favorecem DBP.
Riscos ao pulmão neonato: agentes infecciosos, forças físicas e stress oxidativo.
· Neonatos a termo: Boa habilidade para suérar agressões, promover reparos e remodelar-se apropriadamente e, até, manter ou restaurar arquieteura e função normais.
· 24 – 28s: Transição do estágio canalicular para sacular
o Surfactante mínimo
o Alveolização ainda não começou
o – complacência pulmonar/ ++ complacência torácica.
· VM, O2, infecções à DBP
o – crescimento vascular
o ++ remodelação vascular pulmonar
§ HP à morbidade e mortalidade
· ++ [TGF beta] total e bioativa detectada em lavado brônquico de RNPT que desenvolvem DBP
Infecção antenatal
Coriomnionite (predispões DBP)
Corioamnion é tecido fetal e líq amniótico está em contato direto com intestino, pele e pulmões.
· Em Nactos < 30s, corioamnionite associada síndrome da resposta inflamatória fetal.
· Cultura positiva do sg do cordão também associada a DBP.
Principais patologias respiratórias neonatais:
Doença da Membrana Hialina (DMH)
+- 50% dos RNPT com PN<1500g
+- 80% RNPT < 25s IG
Diagnóstico clínico
· Imaturidade pulmonar por deficiência e inatividade do surfa
· Desenvolvimento pulmonar incompleto
· Complacência excessiva da cx torácica
Dificuldade respiratória progressiva desde nascimento até 72h
AP –
Apneias e cianose
Rx: infiltrado retículo – granular difuso e uniforme (vidro fosco), broncograma aéreo periférico e ++ líquido
Gaso: hipoxemia importante
Fisiopato
Desenho balões
Normal: surfa película – tensão superficial
Lesão endotelial / -- surfa/ entrada de proteínas nos espaços alv
Formação de membrana hialina (fibrina, detritos celulares, glóbulos vermelhos, neutrófilos, macrófagos) à ++ espessura membrana alvéolo-capilar.
Radiologia
I - leve | Granulações finas |
II - moderada | Granulação evidente em vidro fosco |
III - Grave | Broncograma aéreo periférico, borramento da borda cardíaca |
IV- | Opacidade total e área cardíaca imperceptível |
TTO DMH:
· CPAP (++ CRF, ++ complacência pulm, -- Raws, -- FR, melhora aposição, conserva surfa exógeno).
o PEEP máx = 10
· VM (PEEP 4 – 6, Pip 15 – 25 [mínima para expansão], Ti menor possível, FiO2 mínima possível, FR 30 – 60).
· Surfa exógeno
+ grave e + frequente nos RNPT Pulmões pouco aerados -- surfa à == tensão superficial alveolar à atelectasias à -- CRF à -- complacência à Ant V/Qà Shunt D-E à == VO2 |
TTRN (RNPT e termo)
1 a 2% dos nasc. Sexo masc, PIG, GIG, asfixia, cesariana ou mães com DM, asma.
Causa discutida. Fatores associados:
o Deficiência de Surfa
o Imaturidade pulmonar leve
o Retardo na absorção do líquido pulmonar fetal
§ Depuração tardia dos líquidos pulmonares leva a repleção dos linfáticos pulmonares, edema subpleural e edema intersticial perivasc à -- complacência pulm
Taquipneia (100 – 120 IRPM)
Gemência
BAN
TIC
++ diâmetro AP
RX: hiperins, estrias peri-hilares, líquido interlobar
TTO TTRN
O2 ou CPAP
· Hipoxemia - CNAF (gás umidificado e aquecido -- RVAs)
o Com ou sem sibilância
o RN e RNPT
· RN e RNPT – CPAP e CPAP bolhas
§ NIPPV (Se + desconforto e hipovent e atelectasia
Se tiragem, assincronia toracoabdominal, pH<7,3, PaO2/FiO2 < 1,2 = VM
Posicionamento terapêutico
o Interfere V/Q
§ Sincronia toracoabdominas
o Prona
o Mudanças de posição para homegeneizar V/Q
Síndrome da aspiração meconial (SAM)
Mecônio tem composição variada (secreção GI, bile, ácidos biliares, muco, suco pancreático, sangue, vérnix deglutido, lanugem, restos celulares). Viscoso, inodoro, verde escuro |
Termo e pós termo
Leve à grave com HPP
5 – 25% das gestações com mecônio no LA
30% 42s+
5 – 10% SAM
30 – 50% VM
+- 30% HPP
15 – 33% escape aéreo (PTX)
Mortalidade +-5%
Mecônio produz lesões obstrutivas e inflamatórias
Atelectasias à V/Q alterado à hipóxia, hipercapnia, acidose Obstrução, aprisionamento, escape (mecanismo de válvula) |
Sintomas:
o Depressão respiratória
o Depressão neuro por insulto hipóxico – isquêmico
o Hipóxia refretária por HPP
o – adicional da complacência pulmonar
RX: opacidades irregulares, atelectasias, áreas hiperinsufladas, retificação diafr., ++ diam AP.
PTX, pneumomed, cardiomegalias
Aspiração meconial | Obstrução mecânica |
| Aprisionamento aéreo | Ventilação desigual | Hipoxemia / acidose | |
Inflamação química |
| Escape aéreo | ||||
Inativação surfa | Atelectasias |
|
| Shunt intrap | Perist circ. fetal | |
TTO SAM (UTIn)
o Manter T°C corporal
o O2 até 50% capacete
§ > 60% ou esforço = CPAP (cautela por hiperinsufl)
o VM: Pi ++ (30 -35), Ti 0,4 – 0,5, PEEP 3 – 5
o AVAS não recomendada
o Manejo de suporte
PNM
· PNM bacteriana congênita
1- Transmissão vertical transplacentária
2- Infecção ascendente trato genital (atenção para rotura de membranas 18h +)
3- Gasping durante nascimento por asfixia predispõe a aspiração de LA contaminado.
PNM Adquirida
· Strepto B + coum
· Adquirido no parto vaginal (1-4/1000)
· RNPT 1/3 bacteremia por strepto B
o E-coli, klebsiella, listeria, ureaplasma, pneumococo
· Infecções tardias (7d +): Staphylo
· Pseudomonas e fungos
· Virais menos comuns
TTO: hidratação, ATB, suporte ventilatório
HPP
Manutenção RVPul | Shunt extrapulmonar D - E |
RVSist – ou normal |
Pode ser secundária a Dç parênquima pulmonar (SAM, SDR, PNM), hipoplasia pulmonar, obstruçãoo vascular por Policitemia c/ hiperviscosidade.
Ventilação e ++O2 alveolar são estímulos para vasodilatação pulmonar
o 0,4 a 6/1000 nascidos vivos, RNPTt, termo e pós termo
o Mortalidade 4 – 33%
· Fisiopatologia:
Funcional | Orgânica | |
Fatores constitucionais e genéticos | Alterações estruturais do leito vascular | |
++ sens arteriolar a fatores vasoconstritores ou dif ação ON endógeno | Associada a asfixia (80 – 90%) e sepse | |
| Vasoconstr hipóxica + acidose | Liberação subst. Vasoativas (leucotrienos, endotelina, tromboxane, radicais livres) |
Asfixia prolongada à hipertrofia da parede muscular arteriolar.
SAM (Endotelina e urotensina)
· Orgânica:
o Hipertrofia parede musc arteriolar idiopática ou assoc eventos intra-útero (hipóxia crônica, fechamento intraútero do CA por uso de medicamentos e antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina)
o Baixo grau de desenv. Leito vascular pulmonar, típico da hipoplasia pulmonar associada a HDG
o Parto cesariano risco 5X++
o Corioamnionite risco 3X ++
o AINEs risco 6X++
o ++[O2} ++ estresse oxidativo e pode ++ resist pulmonar
Teste do coraçãozinho
SpO2 MSD e MI diff = indicativo de HPPRN
· Sintomas aparecem nas 1ªs horas de vida e são desproporcionais a dçs pulmonares
· Labilidade exacerbada ao manuseio
o Risco de choque cárdio
TTO:
Ventilação gentil para evitar volu/barotrauma e efeitos tóxicos do O2
Hipercapnia permissiva
Surfa e ON
-- ruídos e luz
Se necessário, Pi> 28, VAC > 6mL/Kg p/ PCO2<60, recomend mudar para VAF
iON boa aceitação p/ RN > 34s (iON – shunt D-E por atuar no músc liso vascular e vasodil pulm. reduzir dose e evitar vasoconstr rebote.)
Obj Terap: Otimizar vent e manter IO < 1 IO> 1,5: reavaliar estratégia vent IO > 15, <25: iON 20ppm IO > 25: considerar ECMO IO>40: ECMO |
Apneia da prematuridade (resolvida até 37s IG)
Manifestação fisiológica de padrão resp instável que reflete imaturidade do CTRL da respiração e adaptação vida extra útero
· Qse 100% RNPT <29s
· Efeito sobre ROP, DBP e deficiências neuro
· Patológico se > 20s ou associada a bradi, cianose, palidez e hipotonia
Centrais | Obstrutivas | Mistas |
Ausência de movimentos | DBPM, obstrução VAS, Pierre-Robin, Neuro grave | + comuns Central + obstr |
· Imaturidade do CTRL respiratório
o – atividade dos quimiorreceptores centrais (resposta vent hipercápnica)
o Resposta oposta ao CO2 em comparação com adultos
§ Adultos: -- [O2} = ++ resposta ao CO2
§ RNPT: -- [O2] = -- ou = resposta ao CO2
· Depressão hipóxica dos quimiorreceptores centrais
· ++ atividade quimiorreceptores periféricos (corpos carotídeos)
o Respondem a – PO2 e –pH e ++ PCO2
· Papel do limiar de apneia de PCO2 (--PCO2 = -- estímulo vent)
o 1,5mm abaixo do basal
TTO:
Prona com elevação 30-45°, ninho
Temperatura estável (36,5 – 36,8°C)
SpO2 88 – 94%
VNI
Posicionamento terapêutico favorece desenvolvimento neuromusc e postural, melhora sono, -- estresse e dor, facilita mec resp.
Prona estabiliza tórax e abdome, suporte diafr.
DBP (++ RVAs, aeração heterogênea, constante de tempo variadas em distintas áreas de complacência e resistência distintas)
· Lesão por barotrauma e uso de O2
· Fisiopatologia mudando com avanços tecnológicos de suporte ventilatório aos RNPT
· Definição atual fundamentada na necessidade de O2 aos 28 DDV ou 36s IG
Alterações:
Lesão pulmonar
Estagnação do crescimento pulmonar |
-- septação alveolar | Alteração estrutural dos sacos alveolares |
-- e alteração da vascularização pulmonar |
Para classificação, considera-se dependência de O2 em:
IG 36s ou alta
56 DDV ou alta
Estratégia ventilatória:
++VAC | Melhoras troca gasosa -- risco de atelectasias -- vent espaço morto -- RVpulm |
++PEEP | |
--FR | |
++ Ti |
Referências Bibliográficas
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